domingo, 7 de dezembro de 2008

God bless the phone!

Abençoados sejam o telefone, Antonio Meucci e Graham Bell.
Recebi um telefonema que me livrou da tristeza e, logo em seguida, outro que me tirou de casa.
Bendito "dispositivo de telecomunicações desenhado para transmitir sons por meio de sinais eléctricos".
Pois além dos sons, transmite também palavras de cuidado, carinho, amizade...
E abençoadas as pessoas que parecem 'perceber' exatamente o momento em que você precisa que o telefone toque e lhe traga um pouco disso tudo.

Beijo para quem é de beijo e abraço para quem é de abraço.

Saudade dói

Desculpem, mas não tenho como fugir desse assunto hoje.
Acordei com a notícia de que o pai de uma amiga havia falecido. Na última sexta-feira estavamos conversando numa rodinha e ela contava como seu pai estava muito doente, destacando que ele sempre fora uma pessoa muito ativa, que há anos não sabia o que era tirar férias, o que me levou a identificá-lo com o meu próprio. E isso é ruim.
Além disso, exatamente hoje, faz nove anos que perdi uma das pessoas mais importantes da minha vida: minha tia, minha "madrinha", minha segunda mãe, minha melhor amiga.
Uma pessoa que ocupava (ainda ocupa e ficará aí para sempre) no meu coração um lugar tão grande que até hoje o vazio deixado não conseguiu ser preenchido. E dói...
Minha mãe, parafraseando o padre Marcelo Rossi, sempre diz "saudade sim, tristeza não", mas na prática ainda não aprendi a utilizar essa fórmula.
Espero um dia conseguir.

sábado, 6 de dezembro de 2008

Mea culpa

GSabadão... nada para fazer...
Segui minha rotina matinal: acordar, rolar na cama, acordar, rolar de novo, levantar, ir ao banheiro, xingar meu cabelo, tentar amansá-lo, proceder à higiene pessoal, dar bom dia à Teka (que geralmente é a única que está em casa) e ir tomar café.
Meu café da manhã consiste em duas xícaras (de chá) de café com pouco açúcar e um pão francês com margarina Qualy. Sempre divido o pão em duas partes: como uma com a 1ª xícara e a outra com a 2ª.
Hoje a margarina só deu para a 1ª parte. Então coloquei o pote vazio sobre a pia e peguei requeijão na geladeira.
Até aí nada de mais.
Meus pais chegaram das compras e ajudei a trazer tudo para dentro. Mexendo aqui e ali descobri que minha mãe comprara ração para filhotes - e como vocês sabem, Teka já passou do Cabo da Boa Esperança... :-D
Passada a consternação inicial, decidimos ir à loja trocar. Então minha mãe disse: "espera só um pouquinho para eu guardar o frango, senão a Teka pode fuçar as compras".
Voltamos rapidamente e assim que entramos, minha mãe percebeu logo que a gata estava 'lambendo os beiços'; por poucos instantes pensamos que ela tinha descoberto algum petisco nas sacolas de compras que estavam no chão, tal como presunto ou iogurte, então minha mãe percebeu o pote vazio de margarina sobre a pia: "a gata lambeu isso aqui!"
Peguei o pote e olhei lá dentro; nem precisei usar minhas habilidades de fã do CSI para matar a charada, pois a cena estava cheia de evidências: vários pêlos de cor marrom aderidos aos restos de margarina.
Portanto, a diarréia dos próximos dias será minha responsabilidade :-$
MEA CULPA!

sexta-feira, 5 de dezembro de 2008

Atribuição de causalidade

Tive o privilégio de ser aluna do professor Aroldo Rodrigues, o maior nome em Psicologia Social do Brasil, na última turma para a qual ele lecionou na UFRJ, antes de aceitar o convite da Universidade estadual da Califórnia. Ele deixou a UFRJ, onde não tinha sequer uma mesa com computador, "com muito dó" (SIC), e foi assumir seu próprio departamento de pesquisa, na gringolândia.
Hoje lembrei dos ensinamentos do mestre sobre locus de controle e atribuição de causalidade.
Explico por quê (ou pelo menos tentarei).
Nessa semana me vi envolvida numa situação ruim cuja possibilidade de controle fugiu totalmente à minha responsabilidade. Um total acaso. E vivenciar tal experiência não foi nem um pouco agradável.
Colocar seu destino em outras mãos que não as suas traz um certo alívio, como fazem as pessoas que para tudo o que acontece, seja bom seja ruim, dizem "foi a vontade de Deus"; ou as que não progridem no trabalho porque "são perseguidas pelo chefe"; ou cujo relacionamento não deu certo por que o(a) outro(a) não investiu, não colaborou etc. O alívio advém do fato de a pessoa não experimentar culpa. "Não deu certo, mas não teve a ver comigo".
Mas, ao se livrar da culpa, é como se a pessoa também abrisse mão de sua responsabilidade e, junto dessa, de sua capacidade de influenciar os acontecimentos e o rumo de sua própria vida.
Muitas pessoas gostam disso e vivem bem assim.
Para mim, ter - mesmo que por alguns segundos - total consciência de que algo ruim iria acontecer e que não poderia fazer NADA para evitar foi uma experiência bastante desagradável.
É isso.
Não quero mais falar sobre o assunto.

Beijos e abraços